Passaram-se a metade das férias e tudo que foi programado para fazer acabou: começam as brigas, filho com cara entediada, choro dos pequenos... e aí o que era para relaxar estressa qualquer um. Nessas horas lembro das minhas férias na infância... minha mãe não precisava se preocupar comigo... quando não saíamos para lugar nenhum, descia para o térreo do bloco onde eu morava, interfonava para os meus amigos e fazíamos muitas brincadeiras juntos: polícia e ladrão, cantinho, esconde esconde, jogos, esconderijos, beti, corrida de bike, vôlei... Era brincadeira que não acaba mais... Bom, agora vejo que há muita dificuldade em reunir amigos ou até mesmo colegas para fazer brincadeiras. O grande vilão é a violência. Muitos podem dizer isso. Mas será que não há uma alternativa melhor para as crianças poderem brincar na vizinhança? Bom, a minha sugestão é: você, pai, você, mãe, tome uma atitude incômoda, mas que no final vai ser bom para seus filhos: conheça mais os pais dos amigos e vizinhos dos seus filhos. Assim, você poderá combinar com eles de cada dia um adulto ficar na vigílha, quando seus filhos forem brincar na rua. Não sobrecarregará ninguém e você verá satisfação no rostinho dos pequenos. Agora para os menorzinhos a sugestão é: combine com seus amigos e vizinhos que também tem filhos pequenos de sairem juntos. Todos se ajudam, além do que as companhias serão bem compreensivas, não é mesmo? Vamos lá, gente arregacem as mangas, não deixem os seus filhos plantados na frente da TV, PC ou videogame... Esse tempo vai passar e não irá voltar, lembrem-se disso.
Apresentação
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Desabafo
No último dia 31 de Dezembro de 2009, o então respeitado por seus devidos comentários, Bóris Casoy, desafinou. Falou o que pensava, sem se atentar ao áudio vazado no ar e disse desaforos aos garis que lhe acabaram de desejar felicitações para o próximo ano. Ele só se esqueceu de uma coisa, que os garis estão felizes da vida: felizes porque apareceram na Band, felizes porque trabalham honestamente, felizes porque têm a oportunidade de melhorar a cidade em que vivem, felizes porque pagam as contas, felizes porque dentre muitos desempregados, foram selecionados para trabalhar limpando as sujeiras que pessoas como o próprio Bóris joga da janela do seu belíssimo carro (espero que ele realmente não faça isso, mas sinceramente, depois do seu infeliz comentário espero qualquer coisa.) Engraçado... dá para comparar com a trajetória de qualquer pessoa decente, inclusive do então apresentador, não é mesmo? A diferença é o desfecho dessa história: enquanto eles o felicitavam em rede nacional, ele infelizmente e desastrozamente tece comentários sujos ao respeito deles. Só posso lhe dizer uma coisa, Bóris: Isso é uma vergonha!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Encontros e desencontros: será que sou eu?
No livro: A Humana Docência, de Miguel Arroyo, acontece uma grande reflexão em torno do ofício de educador. Me senti incluída no trecho em que ele fala por muito tempo (e que disfarçadamente até hoje) encontra-se a educação como sinônimo de adestramento, como moralização para ter-se um povo ordeiro e trabalhadores submissos. Desencontros que têm marcado a visão da educação e da escola e a auto-imagem de seus profissionais, quando se diferencia educação de ensino, dizendo que tudo vem de uma cultura social, política elitista que quer mostrar serviço. Às vezes me sinto sufocada com tantos parâmetros e percebo que, o que realmente se aprende na faculdade ainda não condiz com a realidade da sala de aula. Por que, em se tratando de teoria, aprendemos muita coisa bonita e motivadora, e quando entramos em cena, amarram nossos braços para fazer de um jeito só, e vendam nossos olhos críticos, com a justificativa de “adequar-se à proposta metodológica”. Mas e a LDB? Não é uma só? Como os pais dos meus alunos me vêem? Como uma educadora ou como professorinha? Por que é que do outro lado do balcão não vejo tanta importância assim pelo nosso trabalho? É... Como Arroyo diz: “Nesses desencontros, nos desencontramos. Em nosso papel social e cultural se encontram imagens não coincidentes, que foram perfilando um rosto desfigurado. Esse rosto desfigurado, indefinido de mestres e de nosso fazer social condiciona políticas de formação, currículos de formação e as instituições formadoras. Tem condicionado as teorias pedagógicas e nosso pensamento pedagógico, tão distante da teoria educativa e tão próximo do didatismo, das metodologias de ensino e dos saberes escolares a serem ensinados.”
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Educação começa pelo exemplo
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Regras de Convivência
Um dos principais objetivos de onde eu trabalho é o de criar subsídios para que as crianças possam crescer sabendo viver em sociedade, e é para este fim que trabalhamos os combinados desde os primeiros anos da fase escolar. Vale ressaltar que todos os combinados são construídos por eles. Então, no começo do ano minha turma já traçou combinados, que fizeram a convivência ser harmoniosa e as aulas serem mais produtivas. Tudo começou na roda de conversa, onde foi apresentado um jogo de dominó e eu sugeri a eles que jogassem aleatoriamente, sem impôr regras. Após uma jogada, dialogamos sobre o jogo e de como foi difícil jogar sem regras. Daí surgiu a pergunta: O que acontece se jogarmos sem regras? Alguns alunos responderam: “ Nós perdemos”. Aproveitando essa oportunidade falei sobre a importância de se ter regras de convivência, pois assim como foi difícil jogar sem regras, também o é viver sem regras no cotidiano. Então cada aluno sentiu-se livre para falar a sua opinião. Durante essa conversa apreciamos alguns comentários que foram concordados por todos os coleguinhas, entre eles: “ Não podemos jogar o lixo no chão por que fica sujo”, “ tem que falar boa tarde para as pessoas quando chegamos”, “pode brincar na sala mas sem correr senão podemos cair ou machucar o coleguinha”, entre outros. Assim, analisando as conversas e brincadeiras dos alunos, fica claro como é importante eles perceberem que dependemos dos combinados para vivermos melhor uns com os outros. A sociedade tem que ser baseada em regras que facilitem o convívio harmonioso entre as pessoas. E a base é a infância.
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